A maioria da população portuguesa tem vitamina D insuficiente, mas os valores considerados normais podem ainda assim ser insuficientes para função fisiológica óptima.
O laboratório considera suficiente qualquer valor acima de 20 ng/mL, mas esse limiar foi definido para prevenir raquitismo, não para garantir função óptima. O intervalo funcional associado a função imune e hormonal óptima situa-se entre 50 e 80 ng/mL, e valores entre 30 e 49 são frequentemente insuficientes em contexto clínico.
Os sintomas frequentes incluem fadiga persistente sem causa aparente, infecções respiratórias frequentes, dores musculares ou ósseas difusas, alterações do humor (incluindo depressão sazonal), nevoeiro mental, queda de cabelo, cicatrização lenta e agravamento de condições autoimunes.
Mesmo em clima mediterrânico, a exposição solar insuficiente nos meses de inverno, combinada com trabalho em interior, torna o défice extremamente comum. A melanina e o protector solar reduzem a síntese cutânea, a permeabilidade intestinal pode comprometer a absorção, e na obesidade a vitamina D fica sequestrada no tecido adiposo.
Tecnicamente, é uma hormona esteróide. É produzida pela pele mediante exposição solar e activa receptores em praticamente todos os tecidos: sistema imune, músculo, osso, cérebro e tiróide.
Sim, há padrões combinados relevantes: vitamina D baixa com TSH elevado é uma associação frequente em disfunção tiroideia, com ferritina baixa forma um padrão de deplecção múltipla em fadiga crónica, com PCR elevada pode amplificar inflamação sistémica, e com insulina elevada associa-se a resistência à insulina.