Muitas mulheres têm ferritina dentro dos valores de referência e hemoglobina normal, e ainda assim apresentam fadiga persistente, queda de cabelo e dificuldade de recuperação. É défice de ferro sem anemia: a hemoglobina mede o ferro em circulação, a ferritina mede as reservas.
Sim. A hemoglobina mede o ferro em circulação, enquanto a ferritina mede as reservas disponíveis para uso celular. É possível ter hemoglobina normal e ferritina baixa: os exames convencionais não identificam anemia, mas o corpo já está a funcionar com reservas insuficientes.
Os sintomas frequentes incluem fadiga persistente mesmo após descanso adequado, queda de cabelo difusa, intolerância ao frio nas extremidades, dificuldade de concentração e nevoeiro mental, recuperação lenta após exercício, palpitações com esforço moderado e unhas frágeis ou quebradiças.
O intervalo funcional associado a energia, cabelo e cognição óptimos situa-se entre 50 e 100 ng/mL. O laboratório considera normal qualquer valor acima de 10 ng/mL, mas valores abaixo de 50 podem associar-se a défice funcional, e abaixo de 30 as reservas são insuficientes.
As causas mais comuns em mulheres incluem perdas menstruais abundantes, absorção reduzida (permeabilidade intestinal, hipocloridria ou dieta pobre em ferro biodisponível), stress crónico (o cortisol interfere com a absorção e utilização do ferro), inflamação crónica (a hepcidina sequestra o ferro nos depósitos), gravidez e pós-parto, e dietas restritivas.
A combinação de ferritina baixa com TSH elevado é um padrão frequente em disfunção tiroideia subclínica. Por isso, a ferritina raramente deve ser avaliada isoladamente: o padrão mais informativo inclui a combinação com outros biomarcadores, como TSH, VGM, PCR e vitamina D.