É uma das queixas mais frequentes em medicina, e uma das mais frustrantes. Os exames estão normais, mas o cansaço persiste.
Quando a medicina convencional considera os exames normais mas o cansaço persiste, a medicina funcional integrativa é uma via: relê as análises que já tens com intervalos funcionais, investiga padrões entre biomarcadores e procura a causa em vez de gerir o sintoma. É este o trabalho que faço com mulheres cansadas há anos, sem energia e sem respostas.
Porque os intervalos laboratoriais de referência são definidos pela distribuição estatística da população, não pelos valores associados a função energética óptima. Um valor pode estar dentro do intervalo normal e ainda assim ser insuficiente para as necessidades fisiológicas individuais.
Os padrões biomarcadores mais frequentes em fadiga inexplicada incluem ferritina baixo-normal (20 a 50 ng/mL), TSH elevado-normal (2.5 a 4.0 mUI/L), vitamina D insuficiente (20 a 40 ng/mL), vitamina B12 baixo-normal (200 a 400 pg/mL), insulina em jejum elevada (acima de 7 µIU/mL) e PCR elevada (acima de 1 mg/L).
Os intervalos convencionais são populacionais: baseiam-se na distribuição estatística, focam-se na ausência de doença e olham para valores isolados sem contexto. Os intervalos funcionais baseiam-se em valores associados a energia e vitalidade, investigam padrões e consideram a relação entre biomarcadores e sistemas.